Por que saí da Centauro depois de 7 anos
Saí como Gerente 2 de Vendas e Operações, com R$50M+ sob gestão na carreira. Não foi burnout, não foi briga. Foi uma decisão de construção.
Yuri Queiroz
Builder · Consultor de Operação e IA
Vou contar uma coisa que pouca gente sabe: eu não saí da Centauro porque estava insatisfeito. Saí porque depois de 7 anos, eu já sabia exatamente o que faltava no mercado — e construir era mais útil do que gerenciar.
A carreira que me formou
Entrei em 2018 como assistente de vendas. No primeiro mês, meu gerente me mostrou a planilha de conversão e disse: "se esse número cair, a gente sente". Naquele dia aprendi que dado não é opcional — é o chão.
De assistente passei pra navegador (treinamento), supervisor, gerente 1, e finalmente gerente 2. Cada degrau me ensinou uma camada diferente de como conversão, cobertura e escala se conectam na prática.
Entre 2021 e o início de 2026, estive à frente de operações que somaram mais de R$50 milhões em faturamento sob minha responsabilidade. Não era eu vendendo — era eu garantindo que o time certo estivesse no slot certo, com a leitura certa, pra converter o fluxo que já existia.
O momento da virada
Em 2024, num domingo à noite, abri o VS Code pela primeira vez com intenção de construir algo meu. O que saiu dali virou o motor Antigravity V3.0 — um algoritmo de escala que cruza fluxo, conversão, jornada e índice térmico pra entregar cobertura otimizada em slots de 15 minutos.
Nenhum fornecedor resolvia isso. Dashboard genérico, IA de prateleira, consultoria que nunca pisou numa loja. Então eu construí o meu.
O que eu construí desde então
- Escala que Converte — SaaS de cobertura operacional que entregou +0.86 p.p. de conversão extra sem contratar ninguém
- Agente Cadu — agente de vendas WhatsApp multi-loja com engine determinístico anti-alucinação, 40+ sessões reais testadas
- PageForce — agência de SEO operada por 6 agentes de IA no Paperclip
- 25+ agentes no total, 3 empresas operando
Por que agora
Não foi burnout, não foi briga, não foi oportunidade caindo do céu. Foi a leitura mais honesta que eu já fiz: o repertório que construí em 7 anos de operação vale mais como input de produto do que como gestão de turno.
Hoje opero como builder e consultor independente. A diferença é que o código que eu escrevo vem de quem viveu a pressão da meta, o calor do sábado de Black Friday, a frustração de ver a escala errada desperdiçando o melhor horário da loja.
Operação vira código. Código vira conversão.